Apesar de não ter actualmente um registo no Facebook, utilizo por vezes uma das páginas da minha filha para saber de compras e vendas de artigos de Astronomia, único interesse que me desperta naquela rede social.
Mas não deixo de constatar alguns posts, principalmente sobre antigas glórias do Clube de Futebol Os Belenenses (parece-me que actualmente existem dois) e em NENHUMA DELAS o nome do meu Pai foi mencionado.
Não por ter sido um flop como defesa central do Belenenses com quase 2 metros de altura, mas porque se calhar morreu ignorado por infelizmente ter sido alcoólico e ter sido esse o seu vício fatal.
Mas enquanto eu for vivo, trarei à estampa a lembrança dele, Homem de grande porte humano (num dia de Inverno chuvoso, chegou a casa em camisa, todo ensopado, porque tinha dado o casaco a um mendigo a tiritar de frio na ombreira de uma porta), de grande humildade, de grande valor paternal, amigo do seu amigo (mesmo que não recebesse o troco), pronto a ajudar tudo e todos (finalizada a carreira de futebolista na época em que o Belenenses foi Campeão Nacional pela última vez – 1945/46 – ano em que nasci, foi fiscal da Lota de Santos, mais conhecida na época pelo frigorífico de Santos, onde os barcos de pesca atracavam para despejar a pesca capturada na faina e depois ser vendida na lota às varinas e peixeiras.
Trazia para casa peixe fresco que lhe davam, não por favores cobrados, mas por algum não estar nas devidas condições de apresentação para venda. Ficava em casa o necessário para a nossa alimentação do dia e existia sempre peixe para dar aos vizinhos.)
Terminada a carreira de futebolista – começou no Olhanense, terra da sua naturalidade -, recebeu do Belenenses a Medalha de Mérito e Valor Desportivo. Ficam aqui algumas imagens que consegui apanhar em várias publicações.
Até sempre, Paizão! Nunca te esquecerei!





























